AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO MOTORA DE MEMBRO SUPERIOR ESPÁSTICO TRATADOS COM ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA FUNCIONAL E ÓLEO ESSECIAL DA ALPINIA ZERUMBET.
Resumo
Introdução: A espasticidade é um distúrbio do controle sensório-motor, decorrente da ativação involuntária intermitente ou contínua muscular. Essa sequela gera um padrão patológico que provoca alterações na função motora, afetando negativamente a qualidade de vida do paciente. A estimulação elétrica funcional (FES) possui efeito terapêutico de potencializar a contração muscular, consequentemente promovendo melhoria do controle motor voluntário e redução da espasticidade . O fitoterápico derivado da planta Alpinia zerumbet (OEAz) apresenta efeito antiespasmódico e relaxante do tônus basal, diminuindo a hipertonia. Objetivo geral: Avaliar a função motora de membro superior espástico tratados com estimulação elétrica funcional e óleo essencial da Alpinia zerumbet. Metodologia: A amostra foi composta por pacientes diagnosticados com AVC (N=35), foram divididos em dois grupos: o grupo controle tratado com óleo de girassol e essência de mentol e o grupo tratado com fitomedicamento a base do óleo essencial da Alpinia zerumbet. Para realizar as avaliações foi utilizado os instrumentos: software de análise de movimento CvMob e escala de comprometimento motor Fugl Meyer. Resultados: Através do Cvmob foi analisado velocidade e aceleração do braço acometido durante a atividade de alcançar um objeto. Ao analisar a velocidade durante o movimento concêntrico de alcance, ambos os grupos apresentaram aumento da velocidade após tratamento em comparação ao antes. No movimento excêntrico de alcance, o Grupo 2 apresentou aumento da velocidade após tratamento em comparação ao Grupo 1. Ao investigar a aceleração durante movimentação excêntrica de alcance, o Grupo 1 apresentou maior aceleração depois do tratamento em relação à antes, igualmente foi observado no Grupo 2. Durante o movimento concêntrico, o Grupo 1 apresentou aumento da aceleração após o tratamento comparando ao antes, oposto ao grupo 2, que não apresentou aumento após tratamento. Na escala Fulg-Meyer foi avaliado a função motora de extremidade superior, punho e mão, coordenação, sensibilidade, movimento articular passivo e dor articular do membro superior acometido. Na função motora da extremidade superior, ambos os grupos apresentaram aumento após tratamento ao comparar antes. Em relação a função motora de punho o Grupo 1 apresentou aumento após tratamento, oposto ao Grupo 2, que não apresentou melhora. Ao analisar a função motora de mão, o Grupo 1 apresentou maior diferença após tratamento em comparação ao Grupo 2. Na análise de coordenação do movimento, o Grupo 1 não apresentou diferença após o tratamento, oposto ao Grupo 2. Na avaliação de sensibilidade, o Grupo 2 apresentou aumento depois do tratamento, enquanto o Grupo 1 não apresentou diferença. Na movimentação articular passiva, nenhum dos grupos obtiveram diferenças antes e após o tratamento. Durante a análise da dor articular, ocorreu aumento no Grupo 1 após tratamento, enquanto o grupo 2 permaneceu valores semelhantes ao comparar antes e após tratamento. Conclusão: Apesar de alguns resultados mostrarem que indivíduos pós-AVC tratados com OEAz, FES e cinesioterapia apresentaram melhor execução do movimento ativo, o quantitativo de pessoas foi insuficiente para gerar uma estatística sensível para as reais diferenças entre o antes e depois e entre o final dos dois grupos, quando comparados.
PALAVRAS-CHAVE: Acidente Vascular Cerebral, Alpinia, Espasticidade muscular.
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