IMPACTOS DA COXA VALGA E COXA VARA NO SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Resumen
Introdução: O colo femoral é a região do fêmur, o qual separa a cabeça do corpo, que tem sua projeção para o corpo ou diáfise formando um ângulo de cerca de 125°, chamado de ângulo de inclinação, ou ângulo colodiafisário. No entanto, o distanciamento do corpo do fêmur em relação ao colo, com afastamento da linha mediana que é denominada “coxa valga”, ângulo maior que 135°. De outro modo, quando essa deformação ocorre com desvio que se aproxima da linha mediana é chamada de “coxa vara”, ângulo menor que 120° (IYIDOBI, 2020). Ambas são patologias que podem gerar consequências que levam a disfunção do aparelho locomotor que prejudica a qualidade de vida dos portadores. Os prejuízos morfofuncionais podem ser desde alterações mais precoces, como alteração da marcha, desproporção dos membros inferiores, limitação da amplitude de movimento, como também, comorbidades a longo prazo por fraturas, dores crônicas e osteoartrite (HAMANI, 2018). Portanto, é importante a compreensão desse tema, demonstrando os impactos que essas condições morfológicas podem gerar ao indivíduo portador dessas deformidades. Objetivo: Compreender as consequências geradas para o aparelho locomotor em decorrência da coxa valga e coxa vara. Metodologia: O presente estudo trata-se de revisão integrativa da literatura, sendo que a pesquisa foi obtida por meio da base de dados Public/ Publisher MEDLINE (PubMed) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os descritores encontrados na Medical Subject Headings (MeSH), foram ("Coxa Valga" OR "Coxa Vara"), que foram selecionados com base em publicações prévias sobre o objeto de estudo. Filtros aplicados: Texto completo gratuito, English, Spanish, Portuguese, 2018-2022. Com a estratégia de busca foi feita uma pré-seleção com base no título e resumo, exclusão dos artigos duplicados, e em seguida, os artigos que apresentavam conformidade com os critérios de inclusão dessa revisão foram avaliados na íntegra. Resultando em uma amostra de 11 estudos. Resultados: A coxa valga acarreta em um encurtamento dos adutores e o estiramento dos abdutores, levando ao enfraquecimento da musculatura adutora em relação aos abdutores. Diante disso, tem associações com um maior risco de fraturas do fêmur proximal, artrite de joelho e geno varo (ZHANG, 2021). Já na coxa vara há o encurtamento dos músculos abdutores, favorecendo a fraqueza da musculatura glútea, causando uma maior instabilidade da articulação coxofemoral. Por isso, tem relação com risco de osteoporose, osteogênese imperfeita, doença de Paget, osteomielite, além de bursite trocantérica (SHARMA, 2018). Na coxa vara é frequente as queixas de dores crônicas no quadril, desproporção do comprimento dos membros inferiores, fraqueza do glúteo, claudicação e limitação do movimento de abdução do quadril, sintomas e sinais que afetam significativamente a qualidade de vida dos portadores dessa condição (TIAN, 2021). Conclusão: Destacam-se o aumento do risco de fraturas de colo e cabeça do fêmur, risco processos degenerativos, como é da osteoartrite de quadril e joelho, além de alterações funcionais da marcha, fraqueza da musculatura, geno varo e geno valgo.
PALAVRAS-CHAVE: Coxa valga, Coxa vara, Colo do fêmur
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