PENSADORES DA LIBERDADE – UMA INTERFACE ENTRE PAULO FREIRE E KARL BARTH NA BUSCA DE UMA PEDAGOGIA DA RESISTÊNCIA

Marcos Novaes da Silva, Marili Moreira da Silva Vieira

Resumo


Este artigo se propõe a realizar uma interface entre dois grandes pensadores do século XX, o brasileiro Paulo Freire e o suíço Karl Barth, sobre a necessidade da construção de uma pedagogia da resistência. Busca nas práxis freirianas e barthianas elementos de ligação, semelhanças, similaridades, afinidades e convergências na tentativa de provar que o educador, em tempos de opressão política, deve resistir. Por meio de um recorte histórico, traz elementos contextuais tanto da atuação de Freire como de Barth, interpreta as ações políticas e educacionais destes autores como pedagogia da resistência. Ao “interfacear” os autores, provoca uma reflexão sobre a necessidade dos professores no Brasil resistirem ao autoritarismo de governos absolutistas e disfarçados de democráticos.


Palavras-chave


Paulo Freire; Liberdade, Resistência, Karl Barth

Texto completo:

PDF

Referências


AUSUBEL, D. P.; NOVAK, J. D.; e HANESAN, H. Psicologia Educacional. Rio de Janeiro: Interamericana, 1980.

BLOCH, Ernst. O Princípio Esperança. Rio de Janeiro/RJ, Contraponto/Eduerj, 2005/2006. 3v.

CORNU, Daniel. Karl Barth: O Teólogo da Liberdade. Rio de Janeiro/RJ: Paz e Terra, 1971, 206 p.

FILHO, Manuel Bernardino S. Karl Barth e sua Influência na Teologia Latino – Americano: Palavra, Evento e Práxis da Libertação. São Paulo/ SP: ASTE, Associação Brasileira, 2015, 428 p.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro/RJ; São Paulo/SP: Paz e Terra, 2019, 256 p.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro/RJ; São Paulo/SP: Paz e Terra, 2016, 256 p.

GALIAN, C. V. A.; LOUZANO, P. Michael Young e o campo do currículo: da ênfase no “conhecimento dos poderosos” à defesa do “conhecimento poderoso”. In: Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 40, n. 4, p. 1109-1124, out./dez. 2014. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S1517-97022014400400201.

GALIAN, C. V A.; SILVA, R. Apontamentos para uma avaliação de currículos no brasil: a BNCC em questão. Estudos em Avaliação Educacional, São Paulo, v. 30, n. 74, p. 508-535, maio/ago. 2019. P. 508-535.

HIRSCHBERGER, Johannes. História da Filosofia Moderna. São Paulo/SP, 1967, 436 p.

LIBÂNEO, J. C. FINALIDADES EDUCATIVAS ESCOLARES EM DISPUTA, CURRÍCULO E DIDÁTICA. In: LIBÂNEO, J. C.; ECHALAR A. D. L. F.; SUANNO, M. V. R.; ROSA, S. V. L. (orgs.). Em defesa do direito à educação escolar: didática, currículo e políticas educacionais em debate. VII Endipe. Goiânia: Editora da UFG, 2019.

LIBÂNEO, J. C. Internacionalização das políticas educacionais e políticas para a escola: elementos para uma análise pedagógico-política de orientações curriculares para o Ensino Fundamental. In: XVI Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino, ENDIPE - 23 a 26 de julho de 2012, FE/UNICAMP, Campinas

LIMA, Carlos Cirne. A. Dialética para Principiantes. Porto Alegre: Edpurcres, 1996, 408 p.

LYRA, Carlos. As Quarenta Horas de Angicos: Uma Experiência Pioneira de Educação. São Paulo/SP: Cortez, 1996, 196 p.

SKINNER, Quentin. As Fundações do Pensamento Político Moderno. São Paulo/SP: Companhia das Letras 1996, 728 p.

STRECK, Danilo R, et. al. Dicionário Paulo Freire. São Paulo/SP: Autêntica, 2018, 757 p.

VIGOTSKI, L. A formação Social da Mente. São Paulo, Martins Fontes, 1999.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2021 Simpósio Internacional de Educação e Comunicação - SIMEDUC

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Compartilhar igual 4.0 Internacional.