AS ATIVIDADES ESCOLARES NÃO PRESENCIAIS DURANTE A QUARENTENA DO COVID-19: O OLHAR DE GESTORES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DO ESTADO DE SERGIPE

Maria Gilvânia Guimarães dos Santos, Luiz Rafael dos Santos Andrade Andrade, Ronaldo Nunes Linhares

Resumo


Desde que a Organização Mundial da Saúde declarou estado de pandemia devido ao novo Coronavírus (COVID-19), Estados brasileiros começaram a adotar a quarentena como principal medida de contenção ao novo vírus que começava a chegar, o que obrigou as escolas a suspenderem suas aulas presenciais e pensarem em novas estratégias para manter um elo na formação de seus alunos. O presente artigo surge com a proposta de descrever a visão de gestores da rede pública de ensino do Estado de Sergipe sobre as Atividades Escolares Não Presenciais durante a quarentena do COVID-19. Para isso essa pesquisa foi realizada por meio de aplicação de questionário on-line, respondido por 326 gestores de todas as diretorias regionais do Estado, onde as respostas foram organizadas em formato de planilha Excel e analisadas a partir de uma abordagem mista. Os resultados apontam a i) variedade de cargos que abrangem a gestão escolar para além da administração financeira, ii) o posicionamento desses profissionais sobre as Atividades Escolares Não Presenciais, iii) as estratégias utilizadas nesse processo, e iv) em que medida os estudantes conseguem acompanhar.


Palavras-chave


Gestores; Pandemia do COVID-19; Educação; Ensino público

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Referências


FOUCAULT ( 2005, p. 179)“Um corpo disciplinado é a base de um gesto eficiente”

GÓIS (2020, p. 15) “A gestão escolar é condição absolutamente necessária – mesmo que não isoladamente suficiente – para o sucesso dos alunos. Nesse sentido, o papel do diretor e de suas equipes tem sido repensado em todos os países de alto desempenho educacional”

BUCKINGHAM (2010, p. 44) “Os alunos com Internet em casa têm a tendência, como usuários dessa tecnologia, de desenvolver um forte senso de autonomia e autoridade, e é exatamente isso que lhes é negado na escola”

BNCC (2017, p. 09) compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, participativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais incluindo as escolares) para comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

NIETZSCHE (2004, p. 104)“educação que visa a domesticação, a

criação de pessoas medíocres e úteis aos ditames de seu tempo”

BUCKINGHAM (2010, p. 54)se isso parece simples e incontestável, vale lembrar as desigualdades de acesso que caracterizam cada vez mais a educação pública, a crescente importância das companhias comerciais na gerência de escolas e a visão governamental do ensino enquanto questão de oferecer um currículo definido externamente. Além de reafirmar as funções públicas da escola, precisamos também desenvolver seus elos com outras instituições da esfera pública – e talvez imaginar novas funções.

BUCKINGHAM (2010, p. 55) “precisamos parar de pensar nessas questões em simples termos tecnológicos, e começar a ter ideias novas sobre aprendizagem, comunicação e cultura”


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