O ENSINO DAS CIÊNCIAS NA EJA: MEDIAÇÃO COM METODOLOGIAS ATIVAS (MAA) E APRENDIZAGEM LÚDICO-VIRTUAL NESTE TEMPO PANDÊMICO

Maria Helena da Costa Bianchi, Victor Hugo Gutierrez Fornells

Resumo


Para os alunos (jovens e adultos) que frequentam a sala de aula da modalidade EJA, a compreensão e apreensão dos conteúdos nas áreas de ciências parece ser um empecilho que lhes frustra e conduz, muitas vezes, ao abandono de seus estudos. O imaginário coletivo popular mantém o mito de que aprender e entender as ciências é uma atividade restrita a poucos. Desde o início da pandemia do Covid-19, o mito popular manipulou o conhecimento científico com informações falsas, remédios e curas insólitas e, acima de tudo, com discursos incoerentes e contraditórios. O objetivo é apresentar uma proposta de atividades virtuais para melhorar a compreensão das ciências nos alunos da EJA que cursam o Ensino Fundamental 2 (EF2), empregando ferramentas virtuais gratuitas encontradas na Internet que servem como metodologia ativa dentro de uma atividade lúdica. Justifica-se esta metodologia porque todo ser humano aprende por meio da linguagem, seja ela, visual, audiovisual, escrita e oral. Por estarmos em uma situação atípica global, o discurso de divulgação científica não pode se limitar apenas ao conteúdo do livro didático. Empregou-se a pesquisa exploratória junto ao método qualitativo.


Palavras-chave


EJA; Discurso; Divulgação Científica; Metodologia ativa

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Referências


Cunha (2019, p. 160), a leitura de um texto científico deve ser estimulada pelo seu conteúdo e pela “necessidade de conhecer, entender o que estava naquele livro”.

Sala (1974, p. 813), “as fontes principais de criatividade e dinamização da sociedade moderna, afetando de maneira substancial o padrão e a qualidade de vida em todo o globo e de maneira mais proeminente nos países avançados”.

Cunha (2019), “uma consciência pública sobre o valor da ciência”, criando assim uma verdadeira e perene “consciência científica”.

Lisbôa (2019, p. 16), sustenta que a sociedade atual sofreu grandes mudanças devido aos avanços tecnológicos, passando a ser chamada de “sociedade em rede”

Gritti e Vieira (2014, p. 1), “o ensino de Ciências, muitas vezes envolve conteúdos abstratos e de difícil compreensão, onde o aluno não consegue fazer a relação com a sua vida cotidiana”.

Cunha (2019, p. 159), a aprendizagem representa uma atividade “que ocorre na mediação homem-mundo e satisfaz uma necessidade do homem”.

Radaelli (2011, p. 3), explica que “na linguagem, no diálogo, na interação, estão o tempo todo, o sujeito e o outro”.

Radaelli (2011, p. 2), “adquire importância primordial nas relações professor/aluno/escola/relações sociais”

Lakoff & Johnson (2002), a metáfora não é apenas um recurso linguístico e sim “um fenômeno cognitivo-social”.

Andrade (2010, p. 10), empregando as metáforas, neste caso, dentro dos discursos das Ciências, “podemos entender um dado fenômeno em termos de outro (não na sua comparação mútua) e humanizar criações abstratas [...] a fim de possibilitar a operação desses conceitos de forma mais próxima e pessoal”.

Caron e Rigonato (2013, p. 3), “uma das ferramentas utilizadas pela mídia a fim de tornar os assuntos atraentes e compreensíveis para os leitores”.

Nascimento e Coutinho (2016, p. 134), “permitam que o aluno interaja com o assunto abordado [...],

Pinho (2017, p. 1), “a capacidade de aprendizagem e ao mesmo tempo a autoconfiança”

Vygotsky (1998, p. 118) sustenta que o desenvolvimento humano se desenvolve mediante interação de atividades sociais e das relações do sujeito (via mediação) com objetos e signos, possibilitando a aprendizagem e o desenvolvimento das “funções psicológicas superiores”


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