INSERÇÃO DO ENFERMEIRO OBSTETRA NA SALA DE PARTO EM UMA MATERNIDADE NO MUNICÍPIO DE ARACAJU

Manuelle Menezes de Oliveira, Nadyege Pereira Cardoso, Jessica Oliveira da Cunha, Ana Marcia Menezes de Oliveira, Cristiani Ludmila Mendes Souza Borges

Resumo


INTRODUÇÃO: O princípio da humanização do parto e nascimento no campo obstétrico é centrado numa assistência menos intervencionista, mais emotiva e respeitando os direitos sexuais e reprodutivos da mulher. Considerando o grande número de partos normais realizados em uma maternidade de risco habitual no Município de Aracaju, que ainda tem práticas obstétricas da equipe médica baseadas em intervenções, observou-se a necessidade da inserção do enfermeiro obstetra na sala de parto como estratégia de implementar em parceria com os demais profissionais da equipe multidisciplinar as ações para promoção de um parto mais humanizado, e reduzir as intervenções desnecessárias, garantindo uma maior satisfação das parturientes OBJETIVO: Analisar a importância da inserção do enfermeiro obstetra na sala de parto em uma maternidade de Aracaju. METODOLOGIA: O estudo é de caráter descritivo, com abordagem qualitativa. Foi aplicado um questionário para medir o nível de satisfação e o conhecimento da equipe médica da sala de parto acerca da atuação dos enfermeiros obstetras na sala de parto. Os dados foram analisados e categorizados. A pesquisa obedeceu aos critérios éticos conforme resolução 466/2012 e teve sua execução após aprovação do Comitê de ética com número 46701615.6.000.55.46. RESULTADOS: No universo de 36 obstetras da instituição, 22 (61,1%) se recusaram a participar da pesquisa e 14 (32,9%) responderam ao questionário. Destes, três (21,5%) acharam extremamente importante a presença do enfermeiro obstetra na sala de parto e os demais (78,5%) apenas necessário para complementar a equipe multidisciplinar. Apesar de concordarem com a presença do enfermeiro obstetra na sala de parto, nove (64,2%) foram a favor da realização do parto eutócico pelo enfermeiro obstetra e cinco (35,8%) alegaram que em dois anos de especialização o enfermeiro obstetra não está apto para tal procedimento e detecção de distócia. Dos participantes da pesquisa, quatro (28,5%) conheciam as atribuições legais deste profissional. CONCLUSÃO: Embora os enfermeiros obstetras exerçam um papel importante no parto humanizado, ainda são inúmeras as dificuldades enfrentadas em virtude da não aceitação destes profissionais na sala de parto. Portanto, espera-se que num futuro próximo através da sensibilização e educação permanente da equipe multidisciplinar essa realidade possa ser modificada, tornando o parto um evento gratificante para as mulheres e seus familiares como também para os profissionais de saúde.


Palavras-chave


Parto Normal; Enfermeiro Obstetra; Parto Humanizado

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