ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM OBSTÉTRICA NA PROMOÇÃO DAS BOAS PRÁTICAS DE ATENÇÃO AO PARTO EM UMA MATERNIDADE PÚBLICA

Nadyege Pereira Cardoso, Renata Julie Porto Leite Lopes, Manuelle Menezes de Oliveira, Jéssica Oliveira da Cunha, Ana Dorcas de Melo Inagaki

Resumo


INTRODUÇÃO: A humanização da assistência ao parto tem sido bastante discutida, nas três últimas décadas, pelos profissionais de saúde que se preocupam em oferecer uma assistência individualizada, centrada na mulher e não na tecnologia e intervenções. Percebendo, portanto, a gestante como o centro do processo, no qual ela é a protagonista e possui suas características e necessidades próprias. OBJETIVO: Identificar as boas práticas obstétricas adotadas pelos enfermeiros obstetras durante a assistência ao trabalho de parto, parto e nascimento. METODOLOGIA: Estudo descritivo, transversal, com abordagem quantitativa, realizado numa maternidade localizada no município de Aracaju. A amostra foi composta por 373 puérperas que atenderam os critérios de inclusão. Os dados foram analisados, categorizados e apresentados em tabelas e quadros. O estudo obedeceu às recomendações éticas da Resolução 466/2012 sendo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo seres humanos da Universidade Federal de Sergipe (CEP/UFS) sob CAAE: 49380815.9.0000.5546. RESULTADOS: As boas práticas ofertadas no primeiro período clínico do parto foram o aporte calórico para uma minoria (12,1%), o uso de uso de acesso venoso periférico em 348 (93,3%) mulheres, e destes, com ocitocina sintética associada em 236 (63,3%). Durante a assistência ao parto, 51 (19,8%) mulheres necessitaram episiotomia e a posição litotômica foi adotada para a maioria dos partos vaginais, 255 (98,8%). Em relação aos métodos não farmacológicos para alivio da dor ofertados pelos enfermeiros obstetras pôde-se observar que foram utilizadas, em sua maioria, as tecnologias como banho morno em 36 (80,0%) gestantes, massagem em 28 (62,2%), bola suíça em 23 (51,1%) e 42 (93,3%) delas referiram deambular no trabalho de parto. Em relação ao tipo de parto realizado e assistência ao nascituro, o contato pele a pele foi realizado em 217 (83,8%) partos vaginais e para 314 (83,7%) recém-nascidos foi ofertado o seio materno na primeira hora de vida nos partos por enfermeiros. CONCLUSÃO: Apesar da boa vontade dos enfermeiros ainda não foi possível ofertar as boas práticas para todas parturientes, o que pode ser justificado por falta de protocolo específico que permita maior autonomia dos enfermeiros obstetras sendo a assistência ainda centrada no modelo intervencionista.

Palavras-chave


Assistência à saúde. Parto humanizado. Enfermagem obstétrica

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