A ESQUISTOSOMOSSE MANSÔNICA NA REGIÃO CENTRO SUL DO ESTADO DE SERGIPE: indicadores operacionais de 2014 a 2016

Dalva Eloiza Santos Silva, Jessica Almeida Rodrigues, Gabryelly Souza Fontes, Eric de Almeida Santos, Carlos Carvalho da Silva

Resumo


INTRODUÇÃO: a esquistossomose mansônica é uma parasitose veiculada pela água, cujo agente etiológico é o Schistosoma mansoni. Esta doença tem caráter endêmico em grande parte dos países em desenvolvimento e infecta mais de 207 milhões de indivíduos que vivem em áreas agrícolas em todo o mundo, sendo a causa de aproximadamente 200 mil óbitos por ano. No Brasil, atinge seus maiores índices endêmicos nos seguintes Estados: Pernambuco, Bahia, Alagoas e Sergipe. A esquistossomose está relacionada, principalmente, à vulnerabilidade socioeconômica, sendo considerada a segunda infecção parasitária de maior transcendência, ficando atrás apenas da malária.  A fim de promover a interrupção da transmissão, o Ministério da Saúde realiza precoce diagnóstico e tratamento, ações de controle ambiental e vigilância epidemiológica. Umas das ferramentas é o Sistema de Informação do Programa de Controle da Esquistossomose (SISPCE), implantado em julho de 1995, que contribui para avaliação de indicadores operacionais e epidemiológicos. OBJETIVO: descrever indicador operacional relacionado ao tratamento da esquistossomose mansônica na região centro sul do estado de Sergipe, entre 2014 e 2016. METODOLOGIA: trata-se de um estudo de caráter descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa, realizado a partir dos dados secundários do SISPCE, entre os anos de 2014 e 2016, obtidos junto à Secretaria de Municipal de Saúde do município, por meio do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e do Centro de Controle de Zoonoses. RESULTADOS: o indicador operacional sobre percentual de tratamento refere-se ao número de pessoas tratadas em um ano dividido pelo total de tratamentos programados no mesmo período. De acordo com os dados do banco de dados do SISPCE, em 2014 foram examinados 136 indivíduos e os mesmos foram tratados; em 2015 o número de examinados atingiu 158 pessoas e todos receberam o tratamento; já em 2016, foram diagnosticadas 141 pessoas e todos foram tratados. Assim, o percentual de tratamento nessa região perfaz 100%, não ocorrendo registro de pessoas não tratadas com mesmo diagnóstico. Diante disto, é necessário, para que ocorra controle dos números de casos por meio da Atenção Básica, Vigilância Epidemiológica e Centro de Controle de Zoonose, que a cada dois anos sejam realizadas atividades com coleta de material para diagnóstico, com dispensação de medicação para casos confirmados, além de atividades de educação em saúde para toda a população, seguindo assim as orientações preconizadas pelo Ministério da Saúde. CONCLUSÃO: a análise do indicador operacional relacionado ao tratamento evidenciou eficácia no serviço de saúde prestado, porém não permite quantificar a eficiência desse processo.  Assim, ações de controle são de extrema importância, visto que o aumento do número de casos pode ser evitado por meio da educação em saúde efetiva, diagnóstico precoce dos casos e dispensação adequada da medicação para tratamento na atenção primária.


Palavras-chave


Esquistossomose. Epidemiologia. Sistema de Informação em Saúde.

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