ANÁLISE DA SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA SÍFILIS EM GESTANTES NO BRASIL ENTRE O PERÍODO DE 2005 A JUNHO DE 2017

Wolney Sandy Santos Lima, Ana Clara Cruz Santos de Santana, Vivianny Neres Rocha, Wiltar Teles Santos Marques, Ilva Santana Fontes Fonseca

Resumo


INTRODUÇÃO: A sífilis é uma doença infecto-contagiosa, produzida por uma bactéria, o Treponema pallidum, tendo sua transmissão de forma predominantemente sexual (sífilis adquirida). Outras formas de transmissão são através da placenta da mãe para o feto (sífilis congênita), por meio da via indireta ou por transfusão sanguínea. OBJETIVO: Analisar a situação epidemiológica da sífilis em gestantes no Brasil, durante o período de 2005 a junho de 2017. METODOLOGIA: Estudo descritivo, onde foram extraídas  informações e dados publicados no Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde (DIAHV/SVS/MS). Os resultados adquiridos são referentes aos casos de sífilis na gestação, obtidos por meio do Sistema de Informação de Agravos e Notificações (Sinan), nos últimos doze anos. RESULTADOS: No período de 2005 a junho de 2017, foram notificados no Sinan um total de 200.253 casos de sífilis em gestantes, sendo que desses 44,2% foram casos na Região Sudeste, 20,7% no Nordeste, 14,6% no Sul, 11,1% no Norte e 9,4% no Centro-Oeste. Quanto á faixa etária, 51,6% das gestantes com sífilis tem idade entre 20 a 29 anos, 24,3% de 15 a 19 anos e 20,2% entre 30 a 39 anos. Referente às capitais, Rio de Janeiro, Vitória e Rio Branco apresentam as maiores taxas de detecção de detecção de sífilis em gestantes durante o ano de 2016. Com relação á escolaridade, 28,0% das informações foram ignoradas durante o ano de 2016. A estimativa é que 53,6% das mulheres não possuem o ensino médio completo. Quando se refere á raça/cor, durante o ano de 2016, 47,4% eram pardas, 30,6% brancas e 12,4% pretas. Sobre a avaliação da idade gestacional de detecção da sífilis, em 2016, 30,0% das mulheres foram diagnosticadas no primeiro trimestre. Representando um aumento de 15,1% comparado ao ano anterior, onde podemos relacionar com a melhora do diagnóstico precoce durante as consultas de pré-natal. Ocorrendo o diagnóstico de 29,0% dos casos no segundo trimestre e 28,0% no terceiro trimestre. Houve também uma melhora no preenchimento das informações nas fichas de notificações, sendo que no ano de 2007, a opção “ignorada” era preenchida em 10,6% dos casos de notificações, ocorrendo então no ano de 2016 uma queda para 5,8%. Com relação ao tratamento, em 2016, 88,9% dos tratamentos foram a base de Penicilina Benzatina, 4,7% dos casos não houve prescrição, 4,7% com informações ignoradas e 2,1% por outros esquemas de tratamento. CONCLUSÃO: Por meio das informações e dados analisados no referente estudo, verificou-se que mesmo diante do número crescente de casos de sífilis na gestação no nosso país, ainda há uma deficiência no diagnóstico, controle e tratamento dos casos. Desta forma, o profissional enfermeiro enquanto indivíduo assistencial deve promover estratégias que visam a prevenção, o controle, o diagnóstico precoce da doença, a aderência da terapêutica prescrita, além de auxiliar a paciente e sua família para o ideal enfrentamento do problema.

Palavras-chave


Enfermagem. Cuidado pré-natal. Infecções por Treponema. Sífilis.

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