ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DOS CASOS DE CRIANÇAS DIAGNOSTICADAS COM SÍFILIS CONGÊNITA.

Mateus Felipe Santos Santana, Rafaela Windy Farias dos Santos, Angelina Freire Resende, Renata Cibelle Farias dos Santos, Isamar Dantas Oliveira

Resumo


INTRODUÇÃO: A sífilis é uma doença infecciosa causada por uma bactéria gram-negativa de alta patogenicidade, Treponema Pallidum, transmitida por via sexual, via indireta, através de objeto e a realização de tatuagem, e/ou por transmissão vertical. A transmissão vertical causa a sífilis congênita (SC), uma infecção transmitida durante o ciclo gravídico-puerperal, de grande impacto para a saúde pública, embora o diagnóstico seja fácil. Segundo a Organização Mundial de Saúde, anualmente dois milhões de gestantes são infectadas pela bactéria, sendo que aproximadamente 25% desses casos ocasionam abortos espontâneos ou natimortos, e os outros 25%, em recém-nascidos com baixo peso ou infecção neonatal grave, e quando associado ambos casos a uma grande chance de mortalidade perinatal. No Brasil, foram registrados 80.041 casos de SC em crianças menores de um ano, entre 1998 à 2012. Sendo grande parte dos casos notificados nas regiões Sudeste com 36.770 (45, 9%) casos e Nordeste com 25.133 (31, 4%). OBJETIVO: O objetivo do trabalho foi realizar uma análise epidemiológica da evolução dos casos de crianças diagnosticadas com sífilis congênita no estado de Sergipe, no período de 2010 a 2013.  METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo, os dados foram obtidos através do Sistema de Informação de Agravo de Notificação, disponível no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Na análise dos dados foi utilizado o programa Microsoft Word e Microsoft Excel, ambos 2013, que possibilitaram a confecção de gráficos. RESULTADOS: Durante o periodo estudado foram notificados 331 casos para a SC, sendo que em 2010 foram registrados 44 casos, com 33 (75%) de crianças que permaneceram vivas, 5 (11,36%) a morreram devido ao aborto, 2 (4,54%) nasceram e vieram a óbito logo depois e 4 (9,09%) óbito por sífilis congênita. No ano de 2011 foram registrados 70 casos, com 53 (75,71%) dos bebês encontraram-se vivos, 12 (17,14%) natimorto, 3 (4,28%) por aborto, 1 (1,42%) óbito por sífilis congênita e 1 (1,42%) não tem informação sobre a evolução. Em 2012 foram notificados 121 casos, sendo que 81 (66,94%) das crianças permaneceram com vida, 22 (18,18%) sofreram aborto, 9 (7,43%) natimortos, 6 (4,95%) óbito por sífilis congênita e 3 (2,47%) óbito por outras causas. Os registros de 2013 foram 96 casos confirmados, 73 (76,04%) das crianças permaneceram com vida, 2 (2,08%) a causa da morte foi SC, 11 (11,45%) por aborto e 10 (10,41%) nasceram e morreram. CONCLUSÃO: Portanto, observa-se que ocorreu uma confirmação positiva que em todos os anos estudados a maioria dos bebês sobreviveram, entretanto isso não justifica o grande número de crianças acometidas pela infecção. Por isso o enfermeiro torna-se fundamental em educação e saúde na orientação das gestantes sobre a realização do pré-natal e nos cuidados do tratamento da doença.


Palavras-chave


Saúde comunitária. Epidemiologia. Sífilis Congênita.

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