PERCEPÇÃO DO RACISMO INSTITUCIONAL EM GESTANTES ATENDIDAS EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DO INTERIOR DE SERGIPE

JAMYLLE CATARINA PASSOS CARREGOSA, BRUNIELE DA COSTA SANTOS, ARIANA SILVA RIBEIRO, JOICE PAULA NASCIMENTO SANTOS, RENATA JARDIM

Resumo


INTRODUÇÃO: A Constituição de 1988, garante a saúde como um direito de todos, por isso social, constituindo-se em dever do Estado assegurar o acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde de maneira regionalizada, hierárquica, universal e igualitário. Apesar disso, ainda há nos serviços prestados por instituições e profissionais fracassos quanto ao provimento igualitário dos seus serviços a indivíduos de diferentes origens raciais, étnicas, cor e cultura. OBJETIVO: Compreender a presença do Racismo Institucional em gestantes das Unidades Básicas de Saúde (UBS) em um município do interior de Sergipe.  METODOLOGIA: Estudo exploratório, observacional, descritivo e quali-quantitativa realizada por meio de entrevistas semiestruturadas. A amostra foi constituída por 26 gestantes assistidas nas Unidades Básicas de Saúde de um município do interior de Sergipe. A pesquisa teve início em agosto de 2017 e irá até julho de 2018. Para o tratamento dos dados do eixo Racismo Institucional foi realizada a análise qualitativa a partir da técnica de análise temática, proposta por Minayo (2010). Os dados quantitativos foram processados por meio do software Excel (Microsoft®) e análise binária. Esta pesquisa faz parte do projeto Educar e Nascer, com aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa conforme Parecer Consubstanciado nº 949.513 e 1.586.151 e atenderam a Resolução nº 466 de 2012, do Conselho Nacional de Saúde do Ministério de Saúde.  Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). RESULTADOS: Das 26 gestantes 54% era multigesta, enquanto 46% primigesta. Dessas 85% eram casadas e 15% solteiras. Quanto a raça/cor 81% se autodeclararam pardas, 11% brancas e 8% preta. Em relação a religião observou-se que a Católica com 61% seguida pela Evangélica, 31%, e sem religião 8%. Quanto ao vínculo empregatício verificou-se que a maioria afirmou ser dona de casa, 70% das participantes, 11% afirmou ser empregada remunerada contratada sem carteira assinada, 11% estudantes e 8 % empregada remunerada com carteira assinada. Em relação ao racismo nos serviços de saúde 100% das gestantes declarou nunca ter sofrido e 35% delas afirmaram que já vivenciaram/presenciaram a discriminação devido a cor da pele. Mas admitiram sofrer discriminação por conta da classe social (8%), doença, religião e idade (4%) cada uma. CONCLUSÃO: Apesar de nenhuma gestante ter sofrido racismo institucional devido a sua cor de pele, uma parcela significativa das entrevistadas afirmou já tê-lo presenciado nas instituições de saúde. Dessa maneira, faz-se necessário dar continuidade a essa investigação no sentido de compreender e combater as consequências do racismo institucional e fortalecer os princípios e diretrizes do SUS.

Palavras-chave: Racismo. Serviços de Saúde. Discriminação Social. Gestantes.


Palavras-chave


Racismo; Serviços de Saúde; Discriminação Social; Gestantes.

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Referências


BARATA, RB. Como e Por Que as Desigualdades Sociais Fazem Mal à Saúde. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2009. Temas em Saúde collection. 120 p.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

MUNANGA, K. Ata da 17ª reunião especial da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2006. Disponível em: . Acesso em jan. 2018.


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