AUTOAVALIAÇÃO DE SAÚDE DE GESTANTES NO INTERIOR DE SERGIPE

JAMYLLE CATARINA PASSOS CARREGOSA, LUANA LIMA DE JESUS, JOICE PAULA NASCIMENTO SANTOS, ARIANA SILVA RIBEIRO, RENATA JARDIM

Resumo


INTRODUÇÃO: A percepção individual sobre condição de saúde é uma medida subjetiva que compreende os fatores físicos, emocionais e nível de satisfação com a vida dos indivíduos. Por isso, a autoavaliação de saúde é um importante indicador sobre a qualidade de vida dos seres humanos e também permite avaliar a efetividade de políticas, ações e serviços de saúde. Visto que o significado de saúde é diferente para cada indivíduo e cultura, dessa maneira, o julgamento as percepções de saúde são próprias e particulares de cada pessoa. OBJETIVO: Conhecer a percepção individual das gestantes atendidas nas Unidades Básicas de Saúde sobre a sua condição de saúde em um município do interior de Sergipe. METODOLOGIA: Estudo exploratório, observacional, descritivo e quali-quantitativa realizada por meio de entrevistas semiestruturadas. A amostra foi constituída por 26 gestantes assistidas nas Unidades Básicas de Saúde de um município do interior de Sergipe. A pesquisa teve início em agosto de 2017 e irá até julho de 2018. Para o tratamento dos dados do eixo Autoavaliação de Saúde foi realizada a análise qualitativa a partir da técnica de análise temática, proposta por Minayo (2010). Os dados quantitativos foram processados por meio do software Excel (Microsoft®) e análise binária. Esta pesquisa faz parte do projeto Educar e Nascer, com aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa conforme Parecer Consubstanciado nº 949.513 e 1.586.151 e atenderam a Resolução nº 466 de 2012, do Conselho Nacional de Saúde do Ministério de Saúde.  Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). RESULTADOS: Entre 26 gestantes a média de idade foi de 24 anos, com mínima 13 e máxima 38, dessas 54% era multigesta, enquanto 46% primigesta. Isto posto, 85% eram casadas e 15% solteiras. Quanto a raça/cor 81% se autodeclararam pardas, 11% brancas e 8% Preta. No que diz respeito a escolaridade 58% cursavam o ensino fundamental, 31% concluíram o ensino médio ou o cursavam e 11% concluíram ou estavam concluindo o ensino superior. Aos serviços de saneamento básico observou-se que o abastecimento de água ocorre em 81% dos casos pela rede geral de distribuição, 15% através de poços artesanais. A rua onde moram é 65% terra/cascalho e o restante é asfaltada/pavimentada (35%) do total. Sobre a variável autoavaliação de saúde 23% das entrevistadas consideraram a saúde como muito boa, 35% afirmam ser regular e boa 42% dos entrevistados. Desses, 69% relataram ter pelo menos uma comorbidade. CONCLUSÃO: Assim, não houve autoavaliação da saúde considerada como ruim pelos entrevistados desta pesquisa, mas a pesquisa demonstrou ser importante, pois a partir da percepção individual das gestantes sobre sua condição de saúde pode-se verificar a qualidade e eficácia das políticas públicas de saúde e condições de vida. Dessa maneira, faz-se necessário dar continuidade a essa investigação no sentido de melhorar as ações e promoção dos serviços de saúde de acordo com a singularidade de cada gestante.

 

Palavras-chave: Gestantes. Autoavaliação. Nível de Saúde.


Palavras-chave


Gestantes; Autoavaliação; Nível de Saúde.

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Referências


SZWARCWALD, Célia Landmann et al. Determinantes sócio-demográficos da auto-avaliação da saúde no Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 21, supl. 1, p. 54-64, 2005.


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