ÍNDICE DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR DE ACIDENTES POR QUEDAS SEM ESPECIFICAÇÃO EM POPULAÇÃO IDOSA SERGIPANA

Lorena Bandeira Lima, Carolina Santos Lopes, Claudia Lima dos Santos, Karla Valeska Araújo Caje, Ângela Maria Melo Sá Barros

Resumo


INTRODUÇÃO: O envelhecimento é um processo progressivo e fisiológico, marcado por modificações funcionais, bioquímicas, morfológicas e psicológicas. Acidentes por quedas são uma das principais preocupações, já que eles aumentam consideravelmente a partir da sexta década de vida e, consequentemente, aumenta os índices de internação hospitalar. Quedas são consideradas uma das principais causas de lesões e morte da população idosa gerando grandes impactos na saúde pública, pois tais lesões geralmente tornam-se permanentes problemas físicos comprometendo mobilidade, força muscular, equilíbrio, cognição, dentre outros. Visando esse ponto frágil da senilidade, o presente trabalho compromete-se em pesquisar o quantitativo de internações hospitalares de idosos no estado de Sergipe, bem como os principais fatores de risco dos acidentes. OBJETIVO: Conhecer o quantitativo das internações hospitalares por quedas sem especificações entre idosos no Estado de Sergipe, num recorte amostral dos anos de 2013 a 2017, bem como buscar na literatura causas das quedas, impactos sociais e emocionais na velhice. METODOLOGIA: Pesquisa quantitativa, utilizando como fonte de pesquisa o indicador DataSUS, para identificar o número de internamentos hospitalares tendo por causa principal as quedas sem especificações em idosos. A pesquisa foi realizada levando-se em consideração o número de AIH (Autorização de Internação Hospitalar), em todo o estado de Sergipe, numa população com faixa etária a partir de 60 anos, com recorte temporal de 2013 a 2017. Para embasamento teórico, os seguintes descritores em saúde: idoso, acidentes por quedas e serviços de saúde, foram cruzados, nas principais bases de dados (Scielo, Lilacs, BVS e Medline). RESULTADOS: Obteve-se um total de 1641 internações hospitalares em Sergipe nos últimos 5 anos. Desse quantitativo, 1431 (86,11%) foram provenientes do município de Aracaju, 1 (0,06%) de Estância, 224 (13,65%) de Itabaiana, 2 (0,12%) de Nossa Senhora da Glória e 1 (0,06%) de Propriá. CONCLUSÃO: A queda traz impacto negativo sobre a mobilidade de idosos, gera ansiedade, depressão e medo de cair novamente, aumentando o risco de nova ocorrência. A pesquisa retornou com o quantitativo de 1641 AIH em Sergipe, ou seja, foram quedas graves o suficiente para levar o idoso ao hospital, geralmente com fraturas associadas. A literatura nos mostra que o acidente por queda é um dos principais problemas enfrentado pelos idosos. Assim, podemos inferir que, se 1641 idosos precisaram de internação hospitalar, quantas outras “quedas menos graves” assolam a população senil? Essa indagação nos leva aos principais fatores de risco e como minimiza-los, que podem ser intrínsecos ou extrínsecos. Os primeiros são alterações e limitações fisiológicas decorrentes da velhice; exigem diagnósticos e planos de intervenção mais detalhados e complexos. Os extrínsecos podem ser facilmente evitados pelos familiares e/ou cuidadores, são àqueles relacionados ao ambiente: condição do piso, calçados inapropriados, ausência de corrimões, obstáculos no caminho, degraus altos, roupas compridas, móveis instáveis, dentre outros. Tais constatações reforçam a necessidade de investimento na promoção da saúde e prevenção de lesões por quedas da população idosa gerando maior longevidade atrelada à qualidade de vida.


Palavras-chave


Idoso. Acidentes por quedas. Serviços de Saúde.

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