ANÁLISE DA MORTALIDADE POR CÂNCER DE PÊNIS EM SERGIPE, 2010 A 2015.

Natalia Aragao Santana, Luiz Eduardo Rezende Lima, Lucas Correia Santos, Matheus Correia Santos, Marcio Lemos Coutinho

Resumo


INTRODUÇÃO: O câncer de pênis é uma neoplasia rara e de causa desconhecida, com propagação predominante em países em desenvolvimento. O surgimento de novos casos acontece em grupos heterogêneos de diferentes comunidades o que aponta para a ocorrência de determinantes variados relacionados a distribuição geográfica, padrões de higiene, aspectos religiosos e práticas culturais de diversas partes do mundo. Dados sistematizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) sugere que a região Nordeste do Brasil concentra grande parte dos óbitos por câncer de pênis, cerca de 780 entre os anos de 2010 a 2015 (34,6%). Destaca-se que essa neoplasia maligna apresenta também uma alta taxa de mortalidade, relacionada ao diagnóstico tardio, a falta ou fragilidade das ações de educação em saúde em certas localidades e também pelas condições socioeconômicas precárias que pode dificultar o acesso aos serviços de saúde. Desta forma, o estudo justifica-se magnitude do problema e pela necessidade de conhecer o perfil epidemiológico das mortes por esta neoplasia maligna no estado de Sergipe, contribuindo assim para implementação de políticas públicas resolutivas com foco prioritariamente na prevenção de doenças e agravos. OBJETIVO: Caracterizar o perfil da mortalidade por câncer de Pênis no estado de Sergipe. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de série temporal, realizado a partir de dados secundários obtidos a partir do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM/DATASUS). A partir dos dados óbitos por câncer de pênis ocorridos no período de 2010 a 2015 nos municípios do estado de Sergipe foram calculadas as taxas de mortalidade por câncer de pênis segundo as categorias do CID10, C60. Por se tratar de um estudo que não envolve seres humanos, não foi necessário submeter ao Comitê de Ética e Pesquisa (CEP). RESULTADOS: Os principais achados do estudo indicam que a maioria dos indivíduos acometidos pela neoplasia maligna eram pardos (58,38%), com baixo nível de escolaridade (42,86%), faixa etária acima de 60 anos de idade (73,81%), e em sua maioria casados (54,76%), observou-se que no ano de 2013 obteve-se a maior taxa de mortalidade de 0.88 para cada 1000 habitantes e logo após declinando no ano de 2015 a 0.68 para cada 1000 habitantes. Tais dados apontam grupos de riscos de populações que devem ser foco prioritário do planejamento e execução de ações dos serviços de saúde no Estado a fim de evitar possíveis agravos e reduzir o número de homens com o câncer peniano. CONCLUSÃO: O presente estudo contribui para a identificação do perfil epidemiológico das mortes por neoplasia peniana em Sergipe, o que permite um maior conhecimento do fenômeno estudado. Tais dados contribuem para adoção de políticas públicas direcionadas para o problema e apontam para a necessidade dos enfermeiros estarem desenvolvendo competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) assistenciais e de produção de conhecimento na área.


Palavras-chave


Câncer de pênis; Mortalidade; Epidemiologia

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