APLICAÇÃO DE ESCALA DE BECK COM GESTORES DA SAÚDE EM INTERIOR DE SERGIPE

Bruniele da Costa Santos, Luana Lima de Jesus, Renata Jardim, Márcia Schott Souza e Silva

Resumo


INTRODUÇÃO: A Organização Mundial de Saúde, estima que a depressão é responsável por 4,3% da carga global das doenças e está entre as maiores causas de incapacidade no mundo, particularmente para as mulheres. Tanto a depressão quanto o suicídio resultam da interação de fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociológicos, culturais e ambientais, sendo importante indicador da qualidade de vida das populações. Diante disso percebeu-se a necessidade de conhecer a predisposição, de profissionais que atuam na gestão de saúde, a desenvolver depressão. OBJETIVO: Avaliar escala de beck aplicada nos profissionais de gestão em saúde que trabalham na atenção primária do interior do estado de Sergipe. METODOLOGIA: estudo de caráter exploratório, observacional, descritivo e quali-quantitativo realizado por meio de entrevistas semiestruturadas com todos os gestores da Atenção Primária à Saúde (APS) de Lagarto/Sergipe. A coleta foi realizada no período entre Junho e Julho de 2017. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa conforme Parecer Consubstanciado (nº 949.513). Foi realizada a análise estatística e descritiva, armazenados em planilha no programa EXCEL®. RESULTADOS: Entrevistou-se 16 gestores, 15 da atenção primária de saúde e 1 da atenção secundária, 100 % dos entrevistados aceitaram realizar a entrevista. Dos colaboradores da gestão 60% são mulheres e 40% homens. As idades variaram entre 53 anos e 20 anos, média de idade de 40 anos, e mediana de 43 anos. O grau de instrução predominante foi o ensino técnico (40%); de forma decrescente na frequência veio o ensino superior (27%), ensino médio (20%), pós-graduação (7%), ensino fundamental (8ª série) (7%). Quanto ao estado civil, 47% eram casados, 27% solteiros, 7% separados ou divorciados. A grande maioria dos entrevistados se declararam pardos (74%), apenas 13% pretos e 13% brancos. Quanto a religião 56% são católicos, 13% são evangélicos, 13% espíritas, 13% não possuíam religião e 6% frequentavam todas religiões. Dos 16 gestores, 11 apresentaram sintomas mínimos de depressão. Apenas 7%(n=1) apresentou depressão leve, o mesmo está no cargo há mais de um ano, 80% (n=13) estão no cargo menos de um ano.

CONCLUSÃO: Houve uma detecção mínima de depressão nesses profissionais de saúde, o que pode indicar um falso-positivo pelo tempo em que esses profissionais estão exercendo a profissão, apesar disso, é necessária a avaliação anual desses profissionais para conhecer o estado mental desses indivíduos e fornecer um cuidado com amplitude necessária.

 

Palavras-chave: Depressão, esgotamento profissional, Medicina do Comportamento

Palavras-chave


APLICAÇÃO DE ESCALA DE BECK COM GESTORES DA SAÚDE EM INTERIOR DE SERGIPE

Texto completo:

PDF

Referências


World Health Organization. Preventing suicide: a global imperative. Geneva: WHO: 2014

SILVA, D. S. D.; TAVARES, N. V S.; ALEXANDRE, A. R. G.; FREITAS, D. A.; BRÊDA,

M. Z.; ALBUQUERQUE, M. C. S.; MELO, V. L. N. Depressão e Risco de Suicídio entre

Profissionais de Enfermagem: Revisão Integrativa, Rev. Esc. Enferm. USP v. 49, n. 6,

Disponível em: < http://www.revistas.usp.br/> Acesso em: 29 de outubro de 2016.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.