DESAFIOS DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMILIA FRENTE À MORTALIDADE INFANTIL NO ESTADO DE SERGIPE (2010-2015)

Guilherme Richelly Santos Fróes, Andreza Lima Santana, Rute Nascimento Silva, Marcio Lemos

Resumo


A taxa de mortalidade infantil é um indicador de grande relevância, calculada através do número de óbitos menores de um ano de idade, por mil nascidos vivos, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado. O mesmo reflete, de maneira geral, as condições de desenvolvimento socioeconômico e infra-estrutura ambiental, bem como o acesso e a qualidade da atenção à saúde materna e da população infantil, sobretudo na Atenção Primária à Saúde (APS), onde podem ser traçadas ações preventivas e educativas, através da Estratégia de Saúde da Família (ESF). De acordo com o Ministério da Saúde, a ESF foi criada com a finalidade de ampliar a resolutividade e gerar impacto no processo de saúde das pessoas e coletividades, configurando-se como estratégia central do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um estudo ecológico, de caráter quantitativo, cujos dados coletados no Sistema de Informação da Atenção Básica disponíveis no DATASUS sobre mortalidade infantil, e o número de Estratégia de Saúde da Família foi retirado no Departamento de Atenção Básica no site do Ministério da Saúde. Utilizou-se a CID-10. Participou deste estudo a população infantil no período neonatal tardio (7 – 27 dias), de 2010-2015. Nos determinados períodos foram encontrados os seguintes dados em relação à Taxa de Mortalidade Infantil: 2010 (2,07 óbitos para cada mil NV), 2011 (2,96 óbitos para cada mil NV), 2012 (2,90 óbitos para cada mil NV), 2013 (2,69 óbitos para cada mil NV), 2014 (2,60 óbitos para cada mil NV) e 2015 (2,89 óbitos para cada mil NV). Nesse mesmo período identificou-se um total de equipes da ESF no mês de dezembro com um número de: 2010 (575 equipes), 2011 (553 equipes), 2012 (555 equipes), 2013 (602 equipes), 2014 (637 equipes), 2015 (639 equipes). Os dados apresentados apontam desafios atuais que dizem respeito, principalmente, à qualificação da assistência pré-natal, à redução da gravidez na adolescência, à prevenção da prematuridade e ao financiamento do SUS. Identificar estas dificuldades para além do quantitativo de unidades e ampliação da cobertura da ESF pode contribuir para o planejamento de ações necessárias para a melhoria da saúde das crianças menores de 1 ano e para a redução da mortalidade infantil.


Palavras-chave


Estratégia de Saúde da Família. Mortalidade infantil. Indicadores de Saúde.

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