ESTRESSE OCUPACIONAL EM PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM

Rosely Mota Santos, Sineide Souza Maia Linhares, Gilvan Gomes da Silva, Eliana Ofélia Llapa-Rodriguez

Resumo


INTRODUÇÃO: O cenário profissional da era globalizada mostra-se com alta competitividade, desgastes fisiológicos e cognitivos do corpo humano, gerando o chamado estresse ocupacional que vem sendo considerado uma doença relacionado ao trabalho causando grande impacto na vida de profissionais. Ele surge no campo da saúde como um problema entre os profissionais de enfermagem, em especial, por serem notoriamente afetados devido a sua condição de longas jornadas de trabalho, situação de exaustão física e emocional e prestação de cuidados a pessoas em situação de vulnerabilidade. Esse cenário demonstra grande impacto na vida desses profissionais, podendo acarretar no surgimento de comorbidades, distúrbios e síndromes. OBJETIVO: Analisar os fatores que influênciam na identificação de estresse em  profissionais enfermeiros de um hospital universitário. METODOLOGIA: Estudo com enfoque quantitativo, delineamento descritivo e correlacional, desenvolvido no Hospital Universitário do Estado de Sergipe, Brasil. A amostra, intencional e não probabilística, foi constituída por 101 profissionais de enfermagem lotados em quatro clínicas:  médica I e II, cirúrgica e pediátrica. O critério de inclusão foi apresentar, no mínimo, seis meses na assistência direta. Os dados foram coletados durante os meses de setembro de 2013 a fevereiro de 2014, por meio de um questionário auto-aplicado denominado Inventário de Estresse para Enfermeiros Os dados foram analisados por meio do teste t de Student para amostras independentes. O projeto foi aprovado segundo Certificado de Apresentação para Apreciação Ética no 20668713400005546. RESULTADOS: Os resultados permitiram identificar todos os fatores como predisponentes para o estresse ocupacional. No entanto, o fator Papeis Estressores da Carreira foi o maior predisponente (54%), seguido do grupo de Itens isolados (50%), Intrínseco ao Trabalho (40%) e Relações Interpessoais (35%). Na análise de cada um dos fatores com as variáveis em estudo foi possível identificar associação entre Papeis Estressores da Carreira com a variável turno (matutino e noturno) com p=0,049 e com a variável local de trabalho nas clínicas I e II com p=0,01. CONCLUSÃO: A enfermagem se revelou como uma profissão de risco para o estresse ocupacional, sofrendo influências de diversos fatores relacionados à organização e ao processo de trabalho. Frente aos resultados sugere-se criar estratégias que possibilitem amenizar os efeitos estressantes dos fatores analisados como adequação do quantitativo de profissionais, melhorias nos processos gerenciais e comunicação efetiva.

 


Palavras-chave


Esgotamento profissional; Equipe de enfermagem; Estresse psicológico.

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