REGISTRO DE DOR EM CRIANÇAS HOSPITALIZADAS COM DOR AGUDA

Rafaela Ribeiro Machado, Amanda Francielle Santos, Maria Eleonor Santiago Maia, Maria do Carmo de O. Ribeiro, Míriam Geisa Virgem Menezes

Resumo


INTRODUÇÃO: A dor gera impacto no estado geral de saúde. Por isso, a gestão da dor torna-se fundamental, contemplando a sua avaliação, registro e tratamento. O enfermeiro por ser o profissional que permanece maior tempo com a criança hospitalizada apresenta um papel de destaque no manejo da dor. No entanto, apesar dos importantes avanços no estudo e tratamento da dor, ainda é necessária sensibilização e preparar a equipe de saúde quanto o registro adequado da dor. OBJETIVO: verificar a adequação do registro de dor pela equipe de enfermagem. METODOLOGIA: Estudo descritivo quantitativo em prontuários de 31 crianças de 05 a 12 anos no pós-operatório mediato que apresentavam dor aguda de um Hospital de alta complexidade de Sergipe. Parecer do CEP é 1.227.925. RESULTADOS: Apenas 13% dos prontuários havia registro de dor e dos quais 6% foram feitos por mais de um profissional da saúde. No 2º dia pós-operatório, a maioria (78%) não referiu dor e 11% afirmaram sentir dores em mais de um local. No que se refere ao registro da dor apenas 11% apresentavam registro no prontuário, sendo que 8% foram registradas por auxiliar/técnico de enfermagem. No último dia de avaliação (3º dia) 45% das crianças apresentaram dor, destas, 15% relataram dor no local de incisão, sendo que a minoria tinha registro de dor (15%), os quais foram realizados por auxiliar/técnico de enfermagem (5%), médico (5%) ou mais de um profissional (5%). CONCLUSÃO: O registro de dor ainda é negligenciado pela equipe de enfermagem, já que, não condizem com os relatos de dor, comprometendo a assistência da equipe multidisciplinar.


Palavras-chave


Dor aguda; Criança; Enfermeiro; Manejo.

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