MORTALIDADE POR NEOPLASIA DE PÂNCREAS NO ESTADO DE SERGIPE DE 2008 A 2017

Autores

  • Clara Valéria Gomes Silva Universidade Tiradentes
  • Yasmim Anayr Costa Ferrari Universidade Tiradentes
  • Beatriz da Silva Gomes Universidade Tiradentes
  • Paula Juliana de Oliveira Fontes Universidade Tiradentes
  • Angela Maria Melo Sá Barros Universidade Tiradentes

Palavras-chave:

Câncer de Pâncreas. Mortalidade. Epidemiologia.

Resumo

INTRODUÇÃO: O pâncreas é uma glândula localizada na região abdominal, atrás do estômago, responsável pela produção de hormônios e enzimas que atuam de maneira endócrina e exócrina. O câncer de pâncreas é considerado uma neoplasia rara, mas que apresenta elevada taxa de mortalidade devido ao diagnóstico tardio da doença, fato que interfere diretamente no prognóstico do paciente. De acordo com a sua epidemiologia, no Brasil, este tipo de câncer representa 2% de todas as neoplasias, com taxa de mortalidade de aproximadamente 4% de todos os óbitos por câncer. OBJETIVO: Descrever a mortalidade do câncer de pâncreas no estado de Sergipe por residência entre os anos de 2008 a 2017. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa com abordagem quantitativa, descritiva, realizada na base de dados secundários online do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Na coleta de dados no DATASUS foram incluídas as notificações de neoplasia pancreática, em indivíduos acima de 20 anos entre os anos de 2008-2017, no Estado de Sergipe. RESULTADOS: De acordo com os dados disponíveis no DATASUS, entre os anos de 2008 e 2017 foram notificados 106 (100%) óbitos decorrentes do câncer de pâncreas no estado de Sergipe. Em relação ao sexo, 54 (50,94%) eram do sexo masculino e 52 (49,06%) do sexo feminino. Quanto à etnia, um (0,94%) foi notificado como de cor branca e 105 (99,06%) não possuía essa informação no cadastro. Apesar dos avanços nos métodos diagnósticos, o câncer de pâncreas ainda é diagnosticado em estado avançado, visto que os sinais e sintomas são silenciosos ou facilmente confundíveis com problemas gastrintestinais, fato que influencia diretamente no prognóstico do paciente. O tratamento desse tipo de neoplasia é mais efetivo nos casos onde há possibilidade de abordagem cirúrgica e em estágio inicial da doença. Quando o câncer é diagnosticado em estágio avançado, a sobrevida do paciente é aproximadamente 06 a 11 meses. CONCLUSÃO: A partir da interpretação dos dados disponibilizados, foi possível observar a precariedade do registro, onde os casos notificados não possuem a quantidade de informações necessárias para traçar o perfil epidemiológico dos pacientes.  O câncer de pâncreas é considerado um grave problema de saúde devido à alta mortalidade que representa decorrente do diagnóstico tardio. Por esse motivo, é essencial que políticas de prevenção sejam amplamente divulgadas para a população com o objetivo de educar sobre a importância de hábitos de vida saudáveis e preventivos.

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Biografia do Autor

Clara Valéria Gomes Silva, Universidade Tiradentes

Enfermeira

Yasmim Anayr Costa Ferrari, Universidade Tiradentes

Enfermeira. Mestranda em Saúde e Ambiente.

Beatriz da Silva Gomes, Universidade Tiradentes

Enfermeira.

Paula Juliana de Oliveira Fontes, Universidade Tiradentes

Enfermeira.

Angela Maria Melo Sá Barros, Universidade Tiradentes

Enfermeria. Mestra em Educação. Orientadora.

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Publicado

2019-01-07

Como Citar

Silva, C. V. G., Ferrari, Y. A. C., Gomes, B. da S., Fontes, P. J. de O., & Barros, A. M. M. S. (2019). MORTALIDADE POR NEOPLASIA DE PÂNCREAS NO ESTADO DE SERGIPE DE 2008 A 2017. 2° Congresso Nacional De Enfermagem - CONENF, 1(1). Recuperado de https://eventos.set.edu.br/conenf/article/view/9410

Edição

Seção

Linha Assistencial