RAZÕES MATERNAS PARA ABANDONO DA AMAMENTAÇÃO EM UM MUNICÍPIO DO NORDESTE BRASILEIRO

Autores

  • Georgia Cabral Aluizio Lucas
  • Jaqueline Guimarães Elói de Brito Universidade Federal de Sergipe
  • Carla Kalline Alves Cartaxo Freitas
  • Rosemar Barbosa Mendes

Palavras-chave:

Aleitamento Materno. Humanização da Assistência. Gravidez.

Resumo

INTRODUÇÃO: O Ministério da Saúde considera a amamentação como a melhor estratégia de vínculo, afeto, nutrição e proteção à criança e a mais sensível e econômica intervenção para redução da morbimortalidade infantil. Recomenda-se a amamentação até os dois anos de idade ou mais, e que nos primeiros 6 meses, o bebê receba somente leite materno, sem necessidade de sucos, chás, água ou quaisquer outros alimentos. OBJETIVO: Conhecer as razões pelas quais as mães poderiam deixar de amamentar seus filhos em um município do Nordeste brasileiro. METODOLOGIA: Estudo quantitativo e transversal, com abordagem descritiva, realizado entre os meses de fevereiro e julho de 2017 com 655 puérperas durante a internação hospitalar na maternidade Zacarias Júnior em Lagarto, Sergipe, Brasil. A coleta dos dados ocorreu por meio de entrevista face a face no pós-parto imediato. Para análise estatística foi utilizada a técnica univariada para obtenção dos valores das frequências absoluta e relativa no IBM® SPSS - Statistical Package for the Social Sciences 20.0 Mac (SPSS 20.0 Mac, SPSS Inc., Chicago, Illinois, EUA). Esse estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Sergipe com o seguinte CAAE: 48582015.8.0000.5546. Os pesquisadores seguiram as diretrizes e normas regulamentadoras preconizadas na Resolução nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisas envolvendo seres humanos. RESULTADOS: Do total de puérperas entrevistadas (n= 655), 99,2% (n= 650) referiram o desejo de amamentar. Entretanto, quando questionadas sobre as razões pelas quais poderiam deixar de amamentar seus filhos, 10,1% (n= 71) responderam que se “o bico do seio rachar”, 32,1% (n= 209) se sair “pouco leite”, 50,3% (n= 327) quando ele(a) completar dois anos e 21,2% (n= 138) se o “leite ficar fraco”. CONCLUSÃO: Foram evidenciadas razões maternas equivocadas para abandono da amamentação no município de Lagarto (SE).

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Biografia do Autor

Jaqueline Guimarães Elói de Brito, Universidade Federal de Sergipe

Discente de Enfermagem, participante de projetos de pesquisa e de extensão universitária na Universidade Federal de Sergipe. Monitora de Práticas de Ensino na Comunidade IIII. Integrante de Liga Acadêmica. Possui trabalhos publicados e atua principalmente nos seguintes temas: Saúde materno-infantil, Saúde da Mulher, Saúde Coletiva, Saúde do Idoso e Parto Humanizado.

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Publicado

2019-01-07

Como Citar

Aluizio Lucas, G. C., Elói de Brito, J. G., Alves Cartaxo Freitas, C. K., & Mendes, R. B. (2019). RAZÕES MATERNAS PARA ABANDONO DA AMAMENTAÇÃO EM UM MUNICÍPIO DO NORDESTE BRASILEIRO. 2° Congresso Nacional De Enfermagem - CONENF, 1(1). Recuperado de https://eventos.set.edu.br/conenf/article/view/9395

Edição

Seção

Linha Saúde Coletiva