MORTALIDADE POR CÂNCER DE PÊNIS NO ESTADO DE SERGIPE ENTRE OS ANOS DE 2011 A 2015

Autores

  • Yasmim Anayr Costa Ferrari Universidade Tiradentes
  • Anderson Batista Cavalcante Universidade Tiradentes
  • Cleidinaldo Ribeiro de Goes Marques Universidade Tiradentes
  • Irla Karoline Nunes da Rocha Universidade Tiradentes
  • Sonia Oliveira Lima Universidade Tiradentes

Palavras-chave:

Câncer. Câncer de pênis. Mortalidade.

Resumo

INTRODUÇÃO: O câncer é caracterizado como um conjunto de doenças causadas pela multiplicação desordenada das células, levando a formação de um tumor maligno. Entre os tipos de câncer que afetam o sexo masculino, o câncer de pênis é caracterizado pelo surgimento de tumores em qualquer região desse órgão (corpo, glande, prepúcio), e que possui como principais fatores de risco a falta de higiene (remoção incorreta do esmegma e resíduos de urina), fimose e infecção pelo HPV. No Brasil, esse tipo de câncer representa 2,1% dos cânceres que atingem os homens, com maior número de casos na região Norte e Nordeste. OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico dos indivíduos acometidos por câncer de pênis entre os anos de 2011 a 2015 no estado de Sergipe. METODOLOGIA: trata-se de um estudo descritivo de abordagem quantitativa com base na declaração de óbito por neoplasia maligna do pênis do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), no estado de Sergipe, nos anos de 2011 a 2015, referente ao Código Internacional da Doença (CID) 10 da categoria C 60. Para análise do perfil epidemiológico, foram verificados o ano de óbito, a faixa etária, a raça, a escolaridade e o estado civil. RESULTADOS: Entre os anos de 2011 a 2015, foram registrados 35 (100%) óbitos por câncer de pênis no estado de Sergipe. Em relação ao ano dos óbitos, foram registrados 7 (20%) em 2011, 4 (11,4%) em 2012, 9 (25,7%) em 2013, 8 (22,9%) em 2014 e 7 (20%) em 2015. De acordo com a faixa etária, 1 (2,9%) possuía de 20 a 29 anos, 1 (2,9%) de 30 a 39 anos, 5 (14,3%) de 40 a 49 anos, 4 (11,4%) de 50 a 59 anos, 8 (22,8%) de 60 a 69 anos, 5 (14,3%) de 70 a 79 anos e 11 (31,4%) com 80 anos ou mais. No tocante à raça, 19 (54,3%) eram pardos, 13 (37,1%) brancos, 2 (5,7%) pretos e 1 (2,9%) indeterminado. Quanto à escolaridade, 13 (37,1%) não possuíam nenhuma escolaridade, 10 (28,6%) de 1 a 3 anos de estudo, 4 (11,4%) de 4 a 7 anos, 5 (14,3%) de 8 a 11 anos e 3 (8,6%) ignorados. Em relação ao estado civil, 6 (17,1%) eram solteiros, 20 (57,1%) casados, 1 (2,9%) viúvo, 4 (11,4%) separados judicialmente, 3 (8,6%) outro e 1 (2,9%) ignorado. CONCLUSÃO: A partir da interpretação dos dados epidemiológicos encontrados através da busca no DATASUS, foi possível verificar que a mortalidade por câncer de pênis foi registrada em maior número no ano de 2013, acometeu mais a faixa etária a partir dos 60 anos, da raça parda, de baixa escolaridade e estado civil casado. Embora essa afecção ocorra em maior escala em pacientes idosos, também foi verificado sua presença em jovens. Tendo em vista os principais fatores de risco para o câncer de pênis, destacando-se a higienização inadequada, é essencial que sejam desenvolvidas campanhas educativas de orientação aos homens sobre a importância do autocuidado para que se possa reduzir o acometimento e óbito por essa doença.

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Biografia do Autor

Yasmim Anayr Costa Ferrari, Universidade Tiradentes

Enfermeira, Mestranda em Saúde e Ambiente.

Anderson Batista Cavalcante, Universidade Tiradentes

Enfermeiro, Mestre em Saúde e Ambiente.

Cleidinaldo Ribeiro de Goes Marques, Universidade Tiradentes

Enfermeiro, Mestrando.

Irla Karoline Nunes da Rocha, Universidade Tiradentes

Enfermeira.

Sonia Oliveira Lima, Universidade Tiradentes

Médica, Doutora, Orientadora.

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Arquivos adicionais

Publicado

2019-01-07

Como Citar

Ferrari, Y. A. C., Cavalcante, A. B., Marques, C. R. de G., da Rocha, I. K. N., & Lima, S. O. (2019). MORTALIDADE POR CÂNCER DE PÊNIS NO ESTADO DE SERGIPE ENTRE OS ANOS DE 2011 A 2015. 2° Congresso Nacional De Enfermagem - CONENF, 1(1). Recuperado de https://eventos.set.edu.br/conenf/article/view/9300

Edição

Seção

Linha Assistencial