CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA ESQUISTOSSOMOSE NO NORDESTE BRASILEIRO

Autores

  • Joice Paula Nascimento Santos Universidade Federal de Sergipe
  • Ariana Silva Ribeiro Universidade Federal de Sergipe
  • Jamylle Catarina Passos Carregosa Universidade Federal de Sergipe
  • Jaqueline Guimarães Elói de Brito Universidade Federal de Sergipe
  • Shirley Verônica Melo Almeida Lima Universidade Federal de Sergipe

Palavras-chave:

Esquistossomose, Esquistossomose mansoni, Doenças negligenciadas, Epidemiologia.

Resumo

INTRODUÇÃO: A esquistossomose caracteriza-se por ser uma doença infecto-parasitária, de caráter agudo e crônico, com manifestações clínicas que vão desde dermatite leve a formação de fibrose hepato-intestinal.  Tem como agente etiológico cinco espécies de Shistosoma, mas na América do Sul a S. mansoni é a mais frequente. É considerada uma patologia negligenciada e endêmica em populações de baixa renda e naquelas com deficiência de saneamento básico, contribuindo para o quadro de desigualdade. OBJETIVOS: Caracterizar o perfil epidemiológico de indivíduos com esquistossomose no nordeste do Brasil. METODOLOGIA: Estudo ecológico e de abordagem quantitativa, proveniente de dados do Sistema de Informação de agravos de Notificação da região nordeste, no período de 2012 a 2017. As variáveis avaliadas foram: unidade federativa de notificação, zona de residência, escolaridade, sexo e faixa etária. O processo de análise aconteceu por meio do software Excel (Microsoft®). Por ser um estudo baseado em dados públicos e que não existe identificação de sujeitos, prescinde o termo de consentimento livre e esclarecido. RESULTADOS: Os casos confirmados de esquistossomose na região nordeste totalizaram 7.891, sendo a Bahia o estado com maior número de casos (n=4.049), seguido de Pernambuco (n=1.715), Paraíba (n=659) e Sergipe (n=625). A zona urbana foi predominante com 62% dos casos. Quanto ao sexo, 55% dos indivíduos são homens, havendo uma inversão apenas do estado da Paraíba, onde 52% das pessoas infectadas são do sexo feminino.  No que diz respeito a faixa etária, a mais afetada, com 34% do total é a de 20 a 39, seguido da de 40-59 anos com 30%. A escolaridade alcançou 37% como variável ignorada, seguida de 16% equivalente a 1 a 4ª série incompleta, 11% da cursaram da 5 a 8ª série incompleta e por fim, 8% tinham ensino médio incompleto. CONCLUSÃO: Os dados do presente estudo mostram que a patologia investigada, apesar de ser algo tratável, ainda é algo marcante em toda região nordestina, nas variadas faixas etárias, sexo e nível de escolaridade. Dessa forma, é possível concluir que existe a necessidade de remodelação das políticas públicas existentes, além do fortalecimento das atividades de educação em saúde, pois já foi demonstrado que estas, quando em conjunto a outras medidas de controle são de extrema importância para redução da incidência da doença.

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Referências

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Publicado

2019-01-07

Como Citar

Santos, J. P. N., Ribeiro, A. S., Carregosa, J. C. P., Brito, J. G. E. de, & Lima, S. V. M. A. (2019). CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA ESQUISTOSSOMOSE NO NORDESTE BRASILEIRO. 2° Congresso Nacional De Enfermagem - CONENF, 1(1). Recuperado de https://eventos.set.edu.br/conenf/article/view/9299

Edição

Seção

Linha Saúde Coletiva