PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E FATOR ASSOCIADO À TUBERCULOSE

Autores

  • Jaqueline Guimarães Elói de Brito Universidade Federal de Sergipe
  • Cleyse Caroline Alves de Alencar Universidade Federal de Sergipe
  • Joice Paula Nascimento Santos Universidade Federal de Sergipe
  • Ariana Silva Ribeiro Universidade Federal De Sergipe
  • Shirley Verônica Melo Almeida Lima Universidade Federal de Sergipe

Palavras-chave:

Epidemiologia. Sistemas de Informação. Tuberculose.

Resumo

INTRODUÇÃO: desde 1993, a Tuberculose é classificada como enfermidade reemergente, devido ao aumento gradativo de casos associado ao potencial de disseminação. Esse fato faz dessa patologia uma das principais causas de morte entre as doenças transmissíveis, principalmente em países com vulnerabilidades sociais. OBJETIVO: caracterizar o perfil epidemiológico da Tuberculose em Sergipe e a coinfecção como fator associado.  METODOLOGIA: estudo ecológico, transversal com abordagem quantitativa, baseado em dados provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do estado de Sergipe, no período de 2012 a 2017. As variáveis analisadas foram: sexo, faixa etária, classificação de entrada, forma, coinfecção e desfecho. O processamento e análise dos dados desenvolveram-se por meio dos softwares TabWin (DATASUS) e Excel (Microsoft®). O presente estudo foi realizado com dados de domínio público, sem a identificação dos sujeitos, o que prescinde o uso do termo de consentimento livre e esclarecido. RESULTADOS: foram identificados 4.445 casos, sendo o maior número de casos em 2016 (n=799). Os dados mostram a predominância de indivíduos do sexo masculino (70%), adultos, na faixa etária de 20-39 anos (51%) e com a forma clínica pulmonar (86%). Quanto ao tipo de entrada, 83% são casos novos e 5% (n=248) apresentam coinfecção com o vírus HIV. No que tange ao encerramento, 60% obtiveram alta por cura e 13% abandonaram o tratamento. CONCLUSÃO: os achados do presente estudo permitem concluir que a tuberculose ainda permanece como um dos principais problemas de saúde pública, por isso, é necessário implantar estratégias de controle na Atenção Primária à Saúde, visando à detecção precoce da doença e reforçar a adesão ao tratamento. Como também, é preciso rever ações de gestão e assistência para uma melhor vigilância em saúde no estado de Sergipe.

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Biografia do Autor

Jaqueline Guimarães Elói de Brito, Universidade Federal de Sergipe

Discente de Enfermagem, participante de projetos de pesquisa e de extensão universitária na Universidade Federal de Sergipe. Monitora de Práticas de Ensino na Comunidade IIII. Integrante de Liga Acadêmica. Possui trabalhos publicados e atua principalmente nos seguintes temas: Saúde materno-infantil, Saúde da Mulher, Saúde Coletiva, Saúde do Idoso e Parto Humanizado.

Shirley Verônica Melo Almeida Lima, Universidade Federal de Sergipe

Mestre Docente do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Sergipe.

Referências

CECCON, Roger Flores et al. Mortalidade por tuberculose nas capitais brasileiras.

Epidemiol. Serv. Saude, Brasília, v. 26, n. 2, p. 349-358, 2017. Disponível em

<http://scielo.iec.gov.br/pdf/ess/v26n2/2237-9622- ess-26- 02-00349.pdf>. Acesso em 23 Mar.

PEREIRA, Jisleny da Cruz et al. Perfil e seguimento dos pacientes com tuberculose em um

município prioritário no Brasil. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 49, n. 6, 2015.

Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-

&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 23 Mar. 2018.

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Publicado

2019-01-07

Como Citar

Elói de Brito, J. G., Alves de Alencar, C. C., Nascimento Santos, J. P., Ribeiro, A. S., & Melo Almeida Lima, S. V. (2019). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E FATOR ASSOCIADO À TUBERCULOSE. 2° Congresso Nacional De Enfermagem - CONENF, 1(1). Recuperado de https://eventos.set.edu.br/conenf/article/view/9273

Edição

Seção

Linha Saúde Coletiva