PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS INDIVÍDUOS QUE COMETERAM LESÃO AUTOPROVOCADA INTENCIONALMENTE NO ESTADO DE SERGIPE EM 2015

Autores

  • Yasmim Anayr Costa Ferrari Universidade Tiradentes
  • Denison Pereira da Silva Universidade Tiradentes
  • Carla Viviane Freitas de Jesus Universidade Tiradentes
  • Edna Santos Dias Correia Universidade Tiradentes
  • Sonia Oliveira Lima Universidade Tiradentes

Palavras-chave:

Suicídio. Mortalidade. Lesão.

Resumo

INTRODUÇÃO: A violência pode ser classificada como autoinfligida, interpessoal e coletiva. A autoinfligida, caracterizada como aquela que o sujeito pratica contra si mesmo, pode ainda ser dividida em comportamento suicida e autoagressão. No Brasil, ocorrem aproximadamente 24 suicídios por dia, fato que deixa o país na posição 73 do ranking mundial relacionado ao número de suicídios. OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico dos indivíduos que cometeram lesão autoprovocada intencionalmente no estado de Sergipe no ano de 2015. METODOLOGIA: trata-se de um estudo descritivo de abordagem quantitativa com base na declaração de óbito por lesão autoprovocada intencionalmente do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), no estado de Sergipe, no ano de 2015, referente ao Código Internacional da Doença (CID) 10 da categoria X 70 a X 84. Para análise do perfil epidemiológico, foram verificados o sexo, faixa etária, raça, escolaridade e estado civil. RESULTADOS: No ano de 2015 foram registrados 91 (100%) casos de morte por lesão autoprovocada intencionalmente. Em relação ao sexo, 78 (85,7%) eram do sexo masculino e 13 (14,3%) do sexo feminino. De acordo com a faixa etária, 9 (9,9%) possuíam de 10 a 19 anos, 17 (18,7%) de 20 a 29 anos, 20 (21,9%) de 30 a 39 anos, 19 (20,9%) de 40 a 49 anos, 11 (12,1%) de 50 a 59 anos, 9 (9,9%) de 60 a 69 anos, 3 (3,3%) de 70 a 79 anos e 3 (3,3%) com 80 anos ou mais. No tocante à raça, 77 (84,6%) eram pardos, 13 (14,3%) brancos e 1 (1,1%) negro. Quanto à escolaridade, 9 (9,9%) não possuíam nenhuma escolaridade, 23 (25,3%) de 1 a 3 anos de estudo, 36 (39,5%) de 4 a 7 anos, 16 (17,6%) de 8 a 11 anos e 7 (7,7%) 12 anos ou mais. Em relação ao estado civil, 60 (66%) eram solteiros, 23 (25,3%) casados, 2 (2,2%) viúvos e 6 (6,5%) separados judicialmente. CONCLUSÃO: A partir dos dados epidemiológicos encontrados, pode-se concluir que a lesão autoprovocada intencionalmente ocorre com maior frequência no sexo masculino, na faixa etária entre 30 a 39 anos, cor parda, com 4 a 7 anos de escolaridade e estado civil solteiro. Esses dados devem ser utilizados como ferramenta para a elaboração de estratégias de prevenção desse agravo através da criação de campanhas de conscientização voltadas para o público mais vulnerável à execução da lesão autoprovocada intencionalmente.

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Biografia do Autor

Yasmim Anayr Costa Ferrari, Universidade Tiradentes

Enfermeira, Mestranda em Saúde e Ambiente.

Denison Pereira da Silva, Universidade Tiradentes

Enfermeiro, mestre em saúde e ambiente, doutorando em saúde e ambiente.

Carla Viviane Freitas de Jesus, Universidade Tiradentes

Enfermeira, Mestranda em Saúde e Ambiente.

Edna Santos Dias Correia, Universidade Tiradentes

Enfermeira, Mestranda em Saúde e Ambiente.

Sonia Oliveira Lima, Universidade Tiradentes

Médica, Doutora, Orientadora.

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Arquivos adicionais

Publicado

2019-01-07

Como Citar

Ferrari, Y. A. C., Silva, D. P. da, Freitas de Jesus, C. V., Correia, E. S. D., & Lima, S. O. (2019). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS INDIVÍDUOS QUE COMETERAM LESÃO AUTOPROVOCADA INTENCIONALMENTE NO ESTADO DE SERGIPE EM 2015. 2° Congresso Nacional De Enfermagem - CONENF, 1(1). Recuperado de https://eventos.set.edu.br/conenf/article/view/9249

Edição

Seção

Linha Assistencial